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Andreia Horta fez 5 meses de técnica vocal, mas voz em

Publicado dia 28/08/2016 às 16h39min | Atualizado dia 28/08/2016 às 16h41min
Protagonista do primeiro longa brasileiro exibido na competição do Festival de Cinema de Gramado

Protagonista do primeiro longa brasileiro exibido na competição do Festival de Cinema de Gramado, a atriz mineira Andreia Horta, 33, foi aplaudida de pé após a sessão de "Elis", cinebiografia da cantora Elis Regina, na noite do último sábado (27). Ela já vem sendo cotada para ganhar o Kikito pelo papel este ano.

"Se não levar, é golpe", bradou um dos jornalistas presentes na coletiva de imprensa em que ela, o diretor estreante Hugo Prata e parte da equipe do filme deram entrevista, no início da tarde deste domingo. Andreia reagiu com muitos sorrisos e gargalhadas.

"Fiz aniversário há um mês. Estou numa fase de recomeço de algumas coisas, e o filme abre esse meu momento. Desde jovem, quis experimentar a Elis no meu corpo. Aí, durante o processo, eu pensei: 'Que ideia! Como eu vou fazer isso? Como é que eu falo?' Tenho dito não para muitos convites, mas tido sorte com os que eu digo sim."

Segundo Andreia, nos últimos tempos ela tem interpretado na TV e no cinema várias mulheres fortes, com dúvidas, angústias, medos e, também, muita coragem. "Surgiram muitos papéis corajosos no meu caminho. Aí parece que eu sou também", disse ela, referindo-se principalmente a Elis, Joaquina, da minissérie da Globo "Liberdade, Liberdade", Maria Clara, de "Império", e Alice, papel-título da série da HBO que a atriz protagonizou em 2008.

 

Divulgação/Reprodução/Montagem
Andreia Horta, que vive Elis Regina em cinebiografia da cantora

 

Para personificar uma das maiores vozes do Brasil, Andreia passou por uma preparação de cinco meses, com fonoaudiólogo, preparador de corpo e vocal. Apesar disso, a voz dela não aparece no filme apenas a original, de Elis. Mas, para que as interpretações parecessem reais, a atriz precisou aprender a se movimentar, gesticular, falar e até sorrir como a "Pimentinha".

"Eu não sou cantora, só canto lá em casa. A voz que valeria, no final, era a da Elis, mas eu tinha que preencher esse corpo todo, com energia, a veia do pescoço precisava saltar junto, ela chegava a dizer oito frases num fôlego só", destaca. Nos ensaios, Andreia gravava com diferentes músicos, que também foram "dublados" na pós-produção.

Fã de Elis desde a adolescência, quando cortou o cabelo ao estilo "joãozinho", a atriz afirma que, como preparação, ouviu muito as músicas da cantora gaúcha, assistiu a várias entrevistas dela e trabalhou "mais como pensadora do que com a forma". "Ela morreu em 1982, e eu nasci em 1983. E ela tem uma musicalidade e uma fala muito particulares. O que foi me acalmando foi essa vontade de criar, um desejo de emulação", contou.

Quatro anos de projeto

O diretor Hugo Prata, que dirige seu primeiro longa antes disso, havia feito três curtas e videoclipes para a MTV,contou que seu primeiro café com Andreia para falar do filme aconteceu em 2012. De lá para cá, fez pesquisas históricas, roteiro, pré-produção, trabalhos de cenário, maquiagem e figurino.

"Claro que muitas passagens e figuras importantes da vida dela [como Tom Jobim e Milton Nascimento] ficaram de fora. Tivemos duas horas para contar a trajetória de uma personagem muito rica e controversa", destacou o cineasta, que rodou o longa entre abril e setembro do ano passado. A estreia no circuito comercial está prevista para 24 de novembro.

Prata disse ainda que tentou não ficar atrelado apenas ao mito de Elis Regina, mas quis mostrar também a mulher, o mercado de trabalho extremamente machista e as difíceis relações que ela teve com o pai, os maridos e a indústria fonográfica.

"Se hoje já é difícil para as mulheres, imagina naquela época", afirmou o diretor, que diz não gostar do rótulo cinebiografia, porque, segundo ele, o filme não abraça tudo, mas faz apenas um recorte sobre a trajetória de Elis.

Ele rebate a crítica de que esta seria uma produção cronológica e didática demais: "Tanto que já começamos com ela aos 18 anos, indo para o Rio. A infância toda ficou de fora".

Daí em diante, vários momentos marcantes da vida e da carreira de Elis são mostrados: os primeiros shows em Copacabana, com Miéle e Ronaldo Bôscoli, o estouro na TV em São Paulo e os embates com a ditadura e também com a esquerda, que não a perdoou quando ela foi obrigada a cantar para os militares em uma olimpíada do Exército.

O diretor mostra no filme que Elis era muito "careta" e só usou drogas nos últimos meses de vida, quando já estava em processo de depressão. Segundo Prata, o mais difícil foi fazer o final e a cena da morte da cantora.

"Tentei ser delicado numa situação violenta. O João Marcelo [Bôscoli, filho dela] estava presente nessa hora, mas resolvi tirar isso do filme, porque seria demais", avaliou. O diretor nega que "Elis" vá virar minissérie da Globo depois disso, como já ocorreu com outras biografias.

Ele diz que se inspirou em "Elis – A Musical", de Dennis Carvalho, mas que os formatos, as ferramentas, o tempo e o arco dramático dos dois produtos são muito diferentes.

Fonte: uol

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