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Passarinhos: conheça a importância das mais de 350 espécies que habitam em Itanhaém

Publicado dia 01/04/2017 às 23h24min
PRESERVAÇÃO - Região abriga espécies ameaçadas de extinção e a observação de pássaros está se tornando cada vez mais comum na Cidade

Há quem afirme que a música veio da imitação dos pássaros. A sonoridade das aves servia e ainda serve de inspiração para vários artistas. De Mozart, com “A Flauta Mágica” – ópera que contava com diversos cantos de aves – até os dias atuais, com a canção “Rouxinol”, do rapper Rael. Mas o encanto sobre esse animal vai além da musicalidade e se aventura por outras formas de arte, indo do poema à fotografia. E observar as aves ainda é bom para sua saúde! Duvida?

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Com suas cores, cantos e encantos, as aves prometem, por meio de observação, ser excelentes remédios contra a depressão e a ansiedade. E o melhor: não é preciso muito para fotografar e observar os pássaros. Isso pode ser feito no quintal de sua casa, na praça do seu bairro ou em parques. Não é à toa que o número de pessoas que fazem registros desses animais vem crescendo em Itanhaém, no estado de São Paulo e em todo o Brasil.

De acordo com a Universidade de Exeter, na Inglaterra, a observação da natureza influencia a saúde mental do ser humano. Os estudos comprovam que as pessoas que vivem em cidades mais arborizadas e com aves, como Itanhaém, estão menos propensas a desenvolver doenças como depressão, crise de ansiedade e estresse.

Além disso, as aves são os únicos animais que estão presentes em todos os ambientes do mundo e são identificadas como um grande símbolo de liberdade. Itanhaém abriga centenas de espécies diferentes e é um dos locais mais conhecidos no Brasil por aqueles que praticam o “birdwatching”, que é a observação de pássaros.

A Cidade é de extrema importância porque abriga mais de 350 espécies de pássaros e foi declarada como uma Área Prioritária para a Conservação das Aves, conhecida como IBA pela BirdLife International. Algumas, ameaçadas de extinção, também podem ser encontradas no Município, como o papagaio-de-cara-roxa e o sabiá-pimenta.

Outras espécies são mais comuns, como o sabiá-laranjeira, ave que é considerada símbolo do estado de São Paulo. Esta espécie de pássaro é citada por diversos poetas como a que canta na estação do amor, ou seja, a primavera. Uma lenda indígena diz que, quando uma criança ouve seu canto durante a madrugada, no início da primavera, terá uma vida abençoada com muita paz, amor e felicidade.

Outras espécies também são comuns na Cidade, como o tucano-de-bico-preto, tié-sangue, periquito-rico, bem-te-vi e pica-pau-do-campo. São os pássaros que fazem, por exemplo, o controle de pragas, disseminação de sementes e também exercem a função de bioindicadores.

O biólogo Rafael Mitsuo Tanaka, de 22 anos, trabalha no ‘Projeto Dacnis’, que faz um trabalho de monitoramento da Mata Atlântica. Ele estuda o comportamento e faz observações em campo sobre os pássaros. “São animais realmente incríveis. Algumas espécies são sensíveis aos impactos no meio ambiente causados pelo homem e a ausência de uma delas já pode nos dizer se o local está impactado negativamente”, explicou.

Outro biólogo que estuda os pássaros da Mata Atlântica é Alexandre Barril Dalla Praia, de 29 anos. Ele acredita que a prática de birdwatching pode crescer e se tornar uma área do turismo muito lucrativa. “Algumas cidades da nossa região são excelentes para a observação da riqueza e da diversidade das aves, pois são áreas próximas de praias, rios, campos e mata. Este pode ser um tipo de turismo ecologicamente lucrativo”, afirmou.

Já Carlos Eduardo Quaresma, de 37 anos, é fotógrafo e há mais de dois anos registra as espécies que existem na Cidade. Hoje ele soma imagens de mais de 130 delas. “Já trouxe fotógrafos de fora para Itanhaém, graças a esse grande potencial turístico. Eu participo de alguns grupos de identificação de aves e as pessoas começam a perceber a quantidade de espécies diferentes que podem ser encontradas aqui e ficam interessadas. É muito bacana”, conta.

Quaresma percebeu que muitas pessoas desconheciam esse potencial quando começou a fazer esse tipo de fotografia na Cidade. “Eu acho muito importante, é um diferencial bem bacana. É possível fazer a observação das aves em qualquer hora e lugar. Além disso, é ótimo para a saúde e a cura de uma eventual depressão”, explicou.

Para quem quiser conhecer um pouco mais sobre o trabalho do fotógrafo, basta acessar a página ‘Aves de Itanhaém’ no Facebook: https://www.facebook.com/AvesItanhaem/.

BIRDWATCHING – A prática de observar os pássaros surgiu nos anos 60 e hoje já existem 35 mil birdwatchers no Brasil. É o segundo País do mundo com maior diversidade de aves, com 1.809 espécies, ficando atrás somente da Colômbia, com 1.877 espécies.

Fonte: itanhaem

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